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A importância da desparasitação interna nos animais de estimação!

 

A desparasitação interna e externa assim como o cumprimento do plano de vacinação, fazem parte dos cuidados profiláticos que devem ser prestados aos animais de estimação.

Os nossos melhores amigos estão expostos a milhares de germes todos os dias e além disso muitas vezes comem o que não devem. Sendo assim, a desparasitação interna serve essencialmente para evitar a colonização de parasitas internos (lombrigas ou ténias) que podem ser responsáveis por diversas doenças.

Todos os animais domésticos, mesmo aqueles que não passeiam na rua, devem ser desparasitados internamente, pois estes parasitas desenvolvem-se naturalmente no organismo do animal.

A desparasitação interna pode ser iniciada nos gatinhos a partir das 6 semanas e nos cachorros às 4 semanas. Na primeira vez fazemos uma repetição em 15 dias e depois uma vez por mês até aos 6 meses. Depois de adultos a desparasitação interna deve ser feita de 3 em 3 meses.

Os produtos que usamos para a desparasitação interna nos gatos é o milbactor gatinhos, milbactor gatos e quenazole, e ainda existe o broadline que é o mais completo fazendo também os parasitas externos.

Para os cães temos o cestal, o milbactor cachorros e o milbactor cães que também fazem a prevenção da dirofilária.

Os animais de estimação são membros da família e, por isso, devemos tratá-los como tal.

É nosso dever dar-lhes amor, carinho e atenção. Ao mesmo tempo, temos a função de os proteger de fatores externos prejudiciais ao seu bem estar, como os parasitas.

Ângela Bárbara

Enfermeira Veterinária

Biovetnatura – Nós cuidamos.

 


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Na nossa bela ilha da Madeira felizmente ainda existem muitos criadores de suínos, apesar de não serem tão abundantes como outrora. Era comum criarem o seu porquinho para a Festa – o Natal – donde obtinham, muitas vezes, a carne para o ano inteiro. Muitos dos que criam suínos hoje em dia fazem-no porque os seus pais e seus avós também os criaram, e foram, de certa maneira, ensinados a cria-los.

Antigamente os suínos eram infelizmente criados em pocilgas ou “chiqueiros” mal instalados, sem condições sanitárias adequadas ao bem-estar animal, não só pela falta de conhecimento da época, mas também pela falta de veterinários e normas de conforto e sanidade animal.

Sugerimos algumas importantes recomendações que os criadores de suínos poderiam utilizar no seu dia a dia para proporcionar melhor qualidade de vida aos seus suínos, que se irá refletir na qualidade da carne que produzirem:

 

  • Espaço adequado: Uma das principais recomendações que a maioria dos veterinários de grandes animais faz prende-se com o fato de proporcionar mais espaço ao animal. Obviamente que muitos criadores herdou o palheirinho dos seus avós que sempre foi daquele tamanho, mas felizmente hoje em dia pode-se e deve-se melhora-los porque também ajuda o criador e a sua movimentação dentro da pocilga. Segundo as normas, cada animal deve de ter espaço suficiente para se deslocar dentro da pocilga e ter pelo menos 4m2 para cada animal.
  • Separação dos “gamelões” (comedouros), um para a água, outro para a “broage” (restos de comida) e outra para os granulados (ração), de modo a que os alimentos não se contaminem uns aos outros e promovam o crescimento bacteriano indesejado. Sempre que possível, lavar os gamelões após os suínos terem comido, de forma a evitar que as sobras azedem e originem problemas de saúde.
  • A limpeza dos chiqueiros também é muito importante, assim como o piso em que estes se deslocam. Não convém serem pisos muito escorregadios, que facilmente possam originar quedas aparatosas e que podem comprometer a qualidade da carne. Tentar manter as pocilgas limpas é o ideal, mas é essencial os suinos terem as suas caminhas – de palha, mato seco, feno ou aparas de madeira – apenas numa área do chiqueiro, de forma a que estes animais, sempre que quiserem, tenham um local mais confortável para descansar e se aquecerem, se for necessário. Estas caminhas também diminuem a quantidade de moscas e insetos presentes nas pocilgas.
  • A desparasitação dos suínos, encerra estas recomendações, pois ao faze-lo está a eliminar os parasitas que estão a retirar ao bicho todos os nutrientes que ele necessita para crescer. Os animais desparasitados tem menores chances de serem rejeitados, pois produzem melhor carne e são mais seguras para quem os for ingerir.

 

É verdade que estas recomendações lhe irão dar muito mais trabalho, não só para limpar, mas também para gerir, mas a verdade é que se verão melhores resultados na qualidade da carne que os seus porquinhos produzirem.

Para finalizar, não hesitem em contactar o vosso médico-veterinário sempre que notarem alterações nos vossos suínos, pois quanto mais cedo os veterinários atuarem, melhores serão as probabilidades do vosso animal recuperar.

Marco Matos

Médico Veterinário

Biovetnatura – Nós cuidamos.

 


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A saúde e bem estar dos seus animais são a nossa principal preocupação, hoje falaremos acerca da alergia alimentar.

  • O que é?

A alergia alimentar é uma reacção adversa do sistema imunitário a determinados nutrientes, que, para animais sensíveis, são fortemente alergénicos.

  • Quais os sintomas?

Como qualquer outra alergia, o principal sintoma é a comichão. Os locais mais afectados são o focinho, os ouvidos, as patas e zona perianal, no entanto, outras zonas também podem estar envolvidas. A pele está frequentemente vermelha e inflamada e, por vezes, há excessiva perda de pêlo e infeções secundárias. A otite está presente em cerca de 80% das alergias alimentares, sendo o único sintoma em 25% dos casos.

  • Como é diagnosticada a alergia alimentar?

Não existe nenhum teste de sanguíneo ou intradérmico que permita averiguar se o animal tem ou não uma alergia alimentar.

O único método fidedigno é através de um teste alimentar de 8 semanas.

Para este teste ter algum valor diagnóstico, o dono deve garantir que o animal não ingeriu mesmo mais nada e, para isso, toda a família tem que estar alertada.

  • Como se trata?

O tratamento de uma alergia alimentar parece ser simples: o animal não pode ingerir o alérgeno alimentar. Mas por vezes é um desafio!


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